Quanto custa uma viagem para Ubatuba em 2026

A pergunta que mais chega no meu WhatsApp não é sobre a diária. É sobre o total. Então vamos abrir a conta inteira de uma viagem a Ubatuba em 2026, saindo de São Paulo, com valores que eu vejo na prática.
Hospedagem
Apartamento para casal na região central da orla trabalha por volta de R$ 250 a diária na baixa temporada e chega perto de R$ 750 no pico do verão. Apartamento de dois quartos, para até seis pessoas, fica em outra faixa e varia bastante conforme a data.
Aqui entra a primeira economia que quase ninguém calcula: a taxa de serviço das plataformas de reserva, cobrada do hóspede, costuma passar de 14% do valor da estadia. Em cinco noites a R$ 400, são mais de R$ 280 que somem se você reservar direto com o anfitrião. É dinheiro de dois jantares.
Estrada
São cerca de 230 quilômetros de São Paulo até Ubatuba. Um carro popular gasta perto de meio tanque em cada sentido, o que dá algo em torno de R$ 200 a R$ 260 de combustível na viagem completa, dependendo do consumo e do preço na bomba. Some os pedágios da Ayrton Senna, da Tamoios e da Rio-Santos, que juntos ficam na casa dos R$ 60 a R$ 80 por trecho.
Se você não vai de carro, o ônibus de São Paulo custa por volta de R$ 90 a R$ 130 por pessoa em cada sentido. Nesse caso, ficar na região central da orla deixa de ser conveniência e vira necessidade, porque você vai resolver tudo a pé.
Comida
Almoço em restaurante na orla fica entre R$ 60 e R$ 110 por pessoa. Jantar de peixe em Itaguá sobe para a faixa de R$ 90 a R$ 150. Um casal que come fora nas duas refeições gasta com facilidade R$ 250 por dia, e uma família de quatro passa de R$ 450.
Cozinhar no apartamento muda a conta. Uma compra de mercado de R$ 400 a R$ 500 cobre café da manhã e uma refeição por dia para quatro pessoas durante uma semana. Por isso eu deixo os dois apartamentos com cozinha completa, louça, cafeteira e utensílio de verdade. Não é enfeite de anúncio: é a diferença entre gastar R$ 3.000 e R$ 1.800 em comida numa semana.
Passeios
- Escuna pelas ilhas: R$ 90 a R$ 150 por pessoa.
- Projeto Tamar: ingresso na faixa de R$ 30 a R$ 50.
- Cachoeira com estrutura privada: por volta de R$ 30 por pessoa.
- Praias, trilhas do parque estadual e o mar: de graça.
Uma viagem de cinco dias com dois passeios pagos por pessoa raramente passa de R$ 400 por adulto nesse item.
Três formas de gastar menos sem piorar a viagem
A primeira é escolher a semana. A mesma estadia em outubro e em janeiro tem diferença de preço que passa de 60%, e a praia continua no mesmo lugar. A segunda é reservar direto com quem administra o imóvel, o que corta a taxa de serviço da plataforma. A terceira é ficar na região central da orla: com mercado, farmácia e restaurante a pé, você deixa de gastar combustível e estacionamento todo dia, e ainda para de perder uma hora por dia dentro do carro em fevereiro.
Fechando a conta
Casal, cinco noites, baixa temporada, cozinhando parte das refeições: R$ 1.250 de hospedagem, R$ 320 de estrada, R$ 700 de comida e R$ 400 de passeios. Total perto de R$ 2.670.
Família de quatro, sete noites, alta temporada, comendo fora uma vez por dia: a hospedagem sobe para a faixa de R$ 4.000 a R$ 5.000, a comida fica perto de R$ 2.200, a estrada continua nos R$ 320 e os passeios somam R$ 1.200. Total entre R$ 7.700 e R$ 8.700.
São números para você calibrar expectativa, não uma tabela fechada. Se me disser as datas e quantas pessoas vão, eu te mando o valor exato da hospedagem, sem taxa de plataforma, e falo com franqueza se aquela semana costuma ser cheia ou vazia. Manda as datas por aqui.